Final de ano. Tempo de planejamento e reflexões


Mais uma vez aproxima-se o final do ano e com ele, os planos para o próximo ano que se iniciará.


Mas, diferentemente dos anos anteriores, desta vez os brasileiros estão endividados, indignados com a situação a que chegamos e desesperançosos quanto a esse futuro próximo.


Atribuímos a culpa por estarmos nesta situação aos políticos de plantão e aos casos de corrupção, diariamente estampados nos noticiários.


Mas, muito dos atuais problemas, estão relacionados à má administração das contas públicas, onde se gasta muito mais do que se arrecada, a falta de coerência política, que mistura no mesmo governo forças de extrema esquerda com a extrema direita que não se entendem e aos erros de gestão causados pela visão míope do mundo deste governo, que induziu os brasileiros a tomarem decisões equivocadas em suas vidas, acreditando no discurso fácil da manutenção do emprego e da renda mesmo em um cenário mundial extremamente desfavorável ao modelo econômico adotado pelo Brasil.


A consequência desses desarranjos será muito sentida ainda em 2016. A produção continuará em baixa gerando mais desemprego e perda de renda, dificultando ainda mais a já caótica situação financeira das empresas e das famílias brasileiras.


Temos que ter em mente que não há saída fácil para a situação na qual nos encontramos. Teremos que continuar “apertando o cinto”, controlando com rigidez os gastos, sermos seletivos nos investimentos e pressionarmos nossos governantes para buscarem alternativas e soluções mais inteligentes para o controle dos gastos, do que o simples aumento da já elevada carga tributária.


Com rígido controle dos gastos e o equilíbrio das contas públicas, a economia volta a crescer e com isso o emprego e a renda.


É claro que alcançar o equilíbrio atendendo as necessidades básicas da população (que é crescente) limitando-se apenas aos recursos arrecadados é uma tarefa muito difícil, principalmente num país como o nosso, com deficiências crônicas de fiscalização e comprovada ineficiência dos gastos públicos.


Mas temos que continuar seguir vivendo, criando nossos filhos e lutando por dias melhores.


Que tal então, incluirmos em nosso planejamento de final de ano que no próximo vamos participar mais ativamente nas decisões de nosso bairro, nossa cidade, nosso estado e nosso país, respeitando e exigindo respeito pela coisa pública, que apesar de se chamar “coisa pública”, pertence a todos nós e não somente a meia dúzia de políticos oportunistas que de tudo se apropriam, achando que podem fazê-lo apenas por terem sido eleitos pelo voto popular.


Vamos ser mais seletivos com nossas escolhas, participar, fiscalizar e exigir que os direitos básicos de cada cidadão sejam cumpridos por quem quer seja, de direita ou de esquerda.


Vamos coibir o famoso “jeitinho brasileiro de levar vantagem” que prejudica o coletivo a favor do individual.


Assim estaremos dando o exemplo e uma enorme contribuição para que os governantes foquem suas atenções na condução dos ajustes necessários para retomada do crescimento social e econômico do nosso país em benefício de todos. Afinal, foi para isso que foram colocados onde estão.


Reinaldo Z. da Silva é CEO da BISEC


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