Apesar dos problemas, que tal focarmos no futuro ?


Durante os últimos meses não tem se falado em outra coisa senão quem serão os novos implicados na Lava-jato, quando o dólar vai bater os R$ 4,00, se os juros vão passar dos 15% a.a., qual a grande empresa que irá quebrar e que grande parte da massa de assalariados perderá seus empregos.

Claro que no curto prazo, esses temas continuarão a ser destaque na mídia e assunto de toda roda social no trabalho, na faculdade, na internet, no boteco, no churrasco do final de semana, etc.

Mas, se focarmos nossas análises e atenções para um prazo mais longo, veremos que esses assuntos tão negativos e inquietantes agora, poderão trazer mudanças positivas no longo prazo.

Por exemplo, a operação Lava-jato está deixando claro que o atual modelo de fazer negócio entre as empresas do setor privado e o setor público, está condenado e que essa relação a partir de então, passará a acontecer de maneira mais competitiva, honesta e transparente o que no longo prazo, trará benefícios para a sociedade e para toda a cadeia produtiva.

Também em consequência da operação Lava-jato, os partidos políticos terão que encontrar outras maneiras (mais transparentes) de financiamento para suas campanhas políticas, abrindo assim espaço para que as jovens lideranças políticas, mais modernas eloquentes e engajadas (mas com pouco dinheiro), venham para substituir os atuais e ultrapassados clãs políticos.

No campo das empresas, estamos vendo um maior engajamento destas com a melhoria e competitividade dos métodos de produção e comercialização de seus produtos e serviços, respeito ao meio-ambiente, formação mais qualificada da mão de obra e com a adoção de práticas de governança corporativa com responsabilidade civil e social, primando pela competitividade em detrimento ao "jeitinho" ou dos favores (remunerados) de amigos influentes.

No lado do trabalho, cursos técnicos estão formando mão de obra especializada que vem gradualmente ocupando seu espaço no mercado de trabalho, levando qualidade e flexibilidade as fábricas, ao comércio, aos prestadores de serviços e ao terceiro setor.

Se, no campo macro-econômico, conseguirmos superar as diferenças ideológicas e colocarmos em prática as necessárias medidas de ajuste fiscal e correção dos desvios de rota e assim, recolocarmos o país no rumo do crescimento ordenado, teremos a chance de transformar os erros cometidos em lição e aprendizado para o retorno do crescimento econômico onde, o empresário seja remunerado pelo seu empreendedorismo e pelos riscos assumidos em seu negócio e não pelos "padrinhos" que lhe garantiam contratos sem competição; onde o trabalhador tenha condição de adquirir para o seu bem estar, bens e serviços frutos da competitividade e qualidade do seu trabalho e não pelos parcos programas de estímulo de governo e, onde as jovens lideranças políticas que estão surgindo, sejam financiadas por suas ideias e convicções e não pelo achaque e conchavos feitos com empresas públicas e empresas privadas.

Esse é um país com sérios problemas e sabemos disso, mas é também um país enorme com população relativamente homogênea, líder em vários campos da ciência e tecnologia, com grande potencial energético, produção de energia limpa e de alimentos. Temos também a maior biodiversidade do planeta e estamos entre os países com maior volume de água doce do mundo, bens esses, de grande valia para o mundo nas próximas décadas.

Sem dúvida estamos todos muito preocupados, descrentes e desanimados mas, com o foco no longo prazo, poderemos transformar o que consideramos hoje uma "crise", em "oportunidades" para o futuro.

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